Senado

Senador Elmano Ferrer afirma que CPI da Covid apenas "vai tumultuar, não é saída"

Pressão pela CPI cresceu após a morte do senador Major Olímpio, o terceiro que sucumbiu ao novo coronavírus

Presidente Jair Bolsonaro durante encontro com o senador Elmano Férrer

Presidente Jair Bolsonaro durante encontro com o senador Elmano Férrer Foto: Assessoria Parlamentar

Aliado politico do presidente Bolsonaro, o senador piauiense Elmano Ferrer (Progressistas) defendeu, nesta sexta-feira (19), o “sepultamento” da CPI da Covid-19, que ganha corpo no Congresso, depois da morte, por complicações provocadas pelo novo coronavírus, do senador Major Olímpio (PSL-SP), o terceiro que sucumbiu ao novo coronavírus.

"Comissão numa crise sanitária é tumultuar o ambiente político e democrático no Brasil. Não é a saída. Não é a radicalização que vai levar as soluções que as pessoas querem. Precisamos nos dar as mãos. Se querem tumultuar a ordem política não é o momento", avaliou Elmano.

"Eu sou totalmente contra esta tese (CPI). Não é em um momento de dificuldade profunda que nós vamos criar uma comissão de inquérito. É inoportuno", defendeu.

 O senador não só refutou a instalação da CPI, como elogiou o que chamou de “participação efetiva” do governo Bolsonaro, do que discordam senadores e deputados federais que assinaram o pedido de instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para apurar a omissão e a negligência do presidente da República e de seus ministros na condução das medidas de enfrentamento da pandemia da Covid-19 no Brasil.

"Não podemos negar a participação efetiva do governo nesse processo de amenizar a crise, tanto relacionada às pessoas mais vulneráveis com o auxílio, como empresas, e estados e municípios que receberam recursos significativos. O governo federal respondeu à altura para socorrer pessoas que foram desempregadas. Essa é a preocupação", avaliou Elmano Ferrer.

Na contramão

A pressão no Senado e na Câmara pela CPI cresceu com a morte do terceiro senador por Covid-19, ao contrário do que disse Elmano Ferrer, em entrevista à TV Cidade Verde. Questionado se o PSL, mesmo partido do Major Olímpio, tomaria alguma atitude para pressionar a instalação da CPI, o deputado federal por Goiás Delegado Waldir, ex-líder do PSL na Câmara, disse que basta um pouco de sensibilidade ao presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), para que a CPI da Covid-19 seja criada.

“Não é questão de pressionar. Se o Pacheco tiver amor no coração, sensibilidade pela vida… É o terceiro senador que falece. São 300 milhões de brasileiros... isso não precisa de nenhuma atitude, basta sensibilidade. A não ser que a alma e o coração do Pacheco tenham sido vendidas também para o capeta”, ironizou o deputado.

Fonte: TV Cidade Verde

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