Senado

MDB do Piauí vai trabalhar pela eleição do ex-presidente Lula, avisa Marcelo Castro

"Ficaria muito difícil, para não dizer impossível, nós defendermos outra candidatura aqui que não fosse a de Lula"

Senador Marcelo Castro (MDB-PI) é o presidente da Comissão de Educação

Senador Marcelo Castro (MDB-PI) é o presidente da Comissão de Educação Foto: Assessoria parlamentar

O senador Marcelo Castro não esconde de ninguém que o MDB do Piauí vai trabalhar pela eleição do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, mesmo o partido tendo homologado a candidatura da senadora Simone Tebet à Presidência da República, em convenção virtual da federação MDB/PSDB/Cidadania, na quarta-feira (27).


“Nós já deixamos claro que aqui, no Piauí, nós vamos apoiar a candidatura do ex-presidente Lula”, adiantou. “Nós temos essa aliança com o PT desde 2002. Nós temos o candidato a governador, o Rafael Fonteles, e o candidato a vice é o deputado Themístocles Filho, que é do MDB”, lembrou Marcelo Castro.


“Nós estamos na campanha do candidato a governador, Rafael Fonteles, do candidato a presidente, Lula, então ficaria muito difícil para não dizer impossível, nós defendermos uma outra candidatura aqui que não fosse a candidatura que representa esse campo político democrático e progressista do Brasil e do Piauí que é a do ex-presidente Lula”, justificou o presidente do MDB no Piauí.

Desejo de mudança


Marcelo Castro comentou o discurso do pré-candidato da oposição, ex-prefeito de Teresina Silvio Mendes, fala que também é repetida pelo ministro-chefe da Casa Civil, senador licenciado Ciro Nogueira, do Progressistas, de que a população do Piauí cansou do PT no governo.


“Eu penso exatamente o contrário. Se eu sou eleitor e tem um grupo político que está dominando o estado e eu estou satisfeito com esse grupo político que está governando o estado, isso vai me cansar? Não, pelo contrário. Isso vai me gratificar e eu vou ficar mais satisfeito e com vontade de votar mais nesse grupo”, afirmou Marcelo Castro.


Sobre as declarações de Sílvio e Ciro de que o Piauí quer mudança, como aconteceu em Teresina, onde o grupo político liderado pelo ex-prefeito Firmino Filho (já falecido) perdeu o poder depois de 30 anos mandando na capital, Marcelo Castro diz que o PSDB se “pefelizou”.  


“O caso do PSDB aqui em Teresina é diferente. O que aconteceu é que o PSDB quebrou a sua marca de um partido popular e se elitizou. Eles não gostam quando eu digo que PSDB de Teresina se ‘perfelizou’. Nós entregamos ao PSDB um comando que era do Wall Ferraz popular e depois de lá para cá a coisa vem evoluindo e eles foram se elitizando. A prova disso é que se você pegar a votação de Teresina você vai ver que os bairros centrais de Teresina, classe média, classe média alta, os ricos, o Centro, o Jockey, bairro de Fátima deram uma vitória muito grande para o PSDB. Eles perderam nos bairros populares. O Dr. Pessoa ganhou nos bairros populares e perdeu para os bairros de classe média Alta”, lembrou o senador.


“O que aconteceu com o PSDB foi isso aí – prossegue Marcelo Castro - , ele abandonou o seu compromisso original de fazer administrações populares, voltadas para a população e se preocupou mais com as elites, se elitizou e esqueceu dos pobres. Foi isso que aconteceu. Esse não é o nosso caso, pelo contrário, a nossa marca é a de trabalhar para os mais pobres, para os mais carentes, para os mais necessitados”.

Fonte: Redação

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