Senado

Marcelo Castro avisa que Senado não vai engolir corte de verbas para universidades

Governof ederal cortou mais R$ 8,2 bilhões na proposta orçamentária deste ano, sendo R$ 3,2 milhões do MEC

Senadores Ciro Nogueira e Marcelo Castro na Assembleia Legislativa

Senadores Ciro Nogueira e Marcelo Castro na Assembleia Legislativa Foto: Thiago Amaral/Alepi

O relator-geral do Orçamento da União para 2023, o senador Marcelo Castro (MDB) condenou o corte adicional de R$ 8,2 bilhões na proposta orçamentária deste ano, dos quais R$ 3,2 milhões serão do Ministério da Educação (MEC).

“Não é a primeira vez que isso acontece. Esse ano houve o veto presencial de várias partes do orçamento e eu fiz uma análise desses vetos e foram principalmente em cima da educação, saúde, pesquisa, demonstrando uma falta de interesse por aquilo que a gente julga ser o mais importante para o país. Esses vetos que foram feitos no Brasil tiveram repercussão no Piauí. Eu mostrei que havia colocado R$ 100 milhões para a Ebserh, e desse recurso eu tinha à disposição R$ 20 milhões para fazer a ala do câncer no HU. Mas infelizmente foi vetado e todos sabem que esse ano quem teve o poder de veto foi o nosso colega aí do Piauí, o Ciro Nogueira, através de um decreto que o presidente baixou. Agora vem outro corte feito pelo governo. Esse corte de R$ 8,2 bilhões, sendo que R$ 3,2 milhões foram no orçamento do MEC, que corresponde a 14,5% das despesas discricionárias. O MEC deu o corte linear e pegou todo mundo. E isso afeta o desempenho das nossas universidades”, lamentou

“O governo está remanejando. Não está cortando. Está tirando de um lugar e colocando no outro. Não é por causa do teto em si. Eles têm que cumprir a decisão judicial, tem que cortar de algum lugar. O que estou chamando atenção é que os cortes são exatamente em recursos que a gente julga ser mais importantes para o Brasil. O governo corta daquilo que é mais essencial, como a saúde, educação e pesquisa”, criticou o relator do Orçamento.

“Em 2019, quando fui presidente da Comissão de Orçamento, houve esse corte das universidades, nós fizemos um movimento e impusemos uma negociação ao governo para que ele recolocasse o orçamento do MEC. Agora, no 2º semestre, estamos dispostos a fazer a mesma coisa. O governo vai mandar vários PLNs e vamos negociar. Os institutos estão à míngua para poder pagar suas despesas, como o do Piauí que funciona até setembro. Isso é uma negociação política”, avisou o senador, em entrevista à TV Cidade Verde nesta terça-feira (31).

Fonte: TV Cidade Verde

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