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Sindserm pede revogação de portaria que determinou o retorno presencial na FMS

A Fundação Municipal de Saúde determinou o retorno das atividades presenciais dos profissionais afastados até o próximo dia 18, decisão foi criticada pela categoria

Sede da Fundação Municipal de Saúde (FMS), em Teresina

Sede da Fundação Municipal de Saúde (FMS), em Teresina Foto: Reprodução

O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Teresina (Sindserm) solicitou a revogação da portaria 03/2021 da Fundação Municipal de Saúde (FMS) que determinou a retomada das atividades presenciais de profissionais afastados como medida preventiva de contágio e propagação do novo coronavírus no órgão. 

Conforme a portaria, os profissionais afastados terão até o próximo dia 18 para retomarem suas atividades na modalidade presencial, com exceção para as gestantes e lactantes de crianças de até um ano de idade, de acordo com as condições determinadas na portaria.

Em nota, o Sindserm destaca que o estado do Piauí está no mapa da pandemia entre os entes federativos com alta nos números de infectados e mortos, o que causa preocupação com a retomada das atividades presenciais, em especial para o grupo de risco.

“Estamos tentando dialogar e adiar o retorno de pessoas com doenças graves, uma vez que a vacina está tão próxima. O autoritarismo poderá trazer problemas sérios. Obviamente que haverá a responsabilização judicial da autoridade responsável por uma eventual contaminação de um servidor de grupo de risco, mas nada trará de volta uma vida perdida”, ressaltou Joaquim Monteiro, da Direção Colegiada do Sindserm Teresina.

Outro ponto argumentado diz respeito às "orientações contidas no Parecer Técnico 128/2020 do Conselho Nacional de Saúde que traz em seu conteúdo 'Medidas para a proteção e preservação da saúde física e mental dos trabalhadores da Saúde”. E ainda que "o Governo do Estado do Piauí anunciou oficialmente que o início da vacinação contra a COVID-19 ocorrerá ainda no mês de janeiro", afirma o SINDSERM no ofício.

A entidade sindical destaca a necessidade da revogação ou adiamento da sua vigência para o que serão tomadas as medidas judiciais cabíveis.

Fonte: Sindserm

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