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SETUT aceita acordo da Prefeitura para resolver impasse no transporte público

A proposta da PMT consiste no pagamento de 26 milhões, referentes aos 10 meses de pandemia

Garagem de empresa de ônibus em Teresina

Garagem de empresa de ônibus em Teresina Foto: Sintetro-PI/Francisco Sousa

Após quase um mês de paralisação do transporte público da capital, o Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Passageiros de Teresina, (Setut), anunciou que irá aceitar o acordo proposto pela Prefeitura Municipal de Teresina (PMT), no parcelamento. A proposta da PMT consiste no pagamento de 26 milhões, referentes aos 10 meses de pandemia.

“A Prefeitura fez a proposta de dar um sinal de 1,6 milhão e repassar o restante em 20 parcelas de 970 mil reais. Evidentemente que esse valor tanto de entrada quanto o mensal, não vai dar para custear o que é necessário hoje. Entendemos que é um avanço da Prefeitura. Porém, para botar em dia os salários de janeiro e fevereiro, que vencem hoje (05), será necessário tomar dinheiro em banco”, afirmou o vice-presidente do Setut, Marcelino Lopes.

Sobre a situação com os trabalhadores da categoria, Marcelino  destacou que o Setut não possui condições financeiras de arcar com o pagamento dos benefícios cobrados pelos trabalhadores da categoria, como ticket alimentação e plano de saúde. E sugeriu que os cobradores e motoristas retornem ao trabalho e aguardem até 6 meses para que a situação com as empresas seja regularizada. Para que o pagamento dos salários e benefícios possam ser efetuados em sua integralidade.

“Antes da greve circulavam 222 carros por dia, cerca de 60% a frota, e com uma receita de 25%. O que é inviável”, disse Marcelino, que afirmou que antes da pandemia, o sistema de transporte público da capital possuía 5 milhões de passageiros ao mês, mas, com o início da pandemia, esse número caiu para 1 milhão, diminuindo a arrecadação.

Marcelino afirmou que o principal motivo do SETUT ter aceitado a proposta de quitação do débito por parte da PMT foi para colocar em dia o pagamento dos salários dos motoristas e cobradores.

“Decidimos aceitar a proposta da Prefeitura, para: primeiro, mostrar que existe boa vontade de todos se unirem para melhorar o sistema que é para a cidade; outro ponto que estamos preocupados é em pagar os salários atrasados. Pagando esses salários voltamos a uma situação de normalidade dos nossos colaboradores”, disse.

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