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Ministério Público investiga o "fura fila" na vacinação contra a Covid-19 no Piauí

Prefeitos, vereadores, secretários e até parentes estariam sendo vacinados primeiro

MPPI vai investigar prefeitos que furaram a fila da vacina contra a Covid-19

MPPI vai investigar prefeitos que furaram a fila da vacina contra a Covid-19 Foto: Reprodução

O Ministério Público do Estado do Piauí abriu procedimentos administrativos para investigar as várias denúncias, vindas do interior do estado, de que pessoas fora dos grupos de risco – políticos, prefeitos, vereadores, secretários municipais e até parentes desses – estariam furando a fila e sendo vacinadas antes de quem realmente deveria ser imunizado neste primeiro momento, como os profissionais da saúde que atuam na linha de frente de combate à Covid-19, idosos, índios e quilombolas.

O MPPI instaurou inquéritos nas cidades de Guaribas,  Pio IX, Piracuruca, São José do Divino, São João da Fronteira, Pio IX e Uruçuí.

Responsável Promotoria em Piracuruca, que recebeu 167 doses, São João da Fronteira (26 doses) e São José do Divino (29 doses), o promotor Márcio Carcará, vai investigar o “fura fila” na vacinação contra a Covid-19.   “Efetivamente temos muito profissionais de saúde que estão no enfretamento da doença e que são pessoas que devem tomar a primeira dose. Por precaução pedi aos gestores que enviem listas dos profissionais que tomarão a vacina”, explica o promotor Márcio Carcará.

Mau exemplo
O prefeito de Uruçui, Dr. Wagner, 75 anos, foi um dos primeiros a se vacinar com a Coronavac. A assessoria do prefeito argumenta que mesmo sendo do grupo de risco, o prefeito, que é médico, tem acompanhado pessoalmente o atendimento a pacientes com Covid-19 nas UBS de Urucuí.

Outro que furou a fila foi o prefeito de Guaribas, agricultor Joércio Andrade, 40 anos, sem comorbidades, que se vacinou primeiro "para incentivar a população". “Todo o pessoal da Saúde que trabalha na pandemia tomou a vacina. Eu tomei para incentivar as pessoas, muita gente não acredita, há um preconceito e quis apoiar a vacinação”, justificou o prefeito, quer considera as críticas ao ato como “má fé”.

Fonte: MPPI

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