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"Bomba" agita CPI da Câmara: 60% dos empregados da empresas de ônibus foram demitidos

"Alguns estão com problemas psicológicos. Outros vivem de doações, de ajuda dos parentes", denunciou o presidente do Sintetro

CPI do Transporte na Câmara Municipal de Teresina

CPI do Transporte na Câmara Municipal de Teresina Foto: Facebook/Dudu do PT

A CPI do Transporte Público da Câmara Municipal de Teresina, ouviu na manhã desta terça-feira (18), o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário do Piauí (Sintetro), Ajuri Dias, que abriu os depoimentos na Comissão Parlamentar de Inquérito criada para abrir a “caixa-preta” do transporte coletivo de passageiros na capital. O Sintetro revelou que mais de 60% dos empregados das empresas de ônibus de Teresina foram demitidos desde o início da pandemia, em março do ano passado.


"Em março de 2020, iniciou os problemas do sistema. No início da pandemia, o presidente do Setut havia assinado um termo de aditivo e nesse período o presidente era o Fernando Feijão. Eles assinaram um acordo salarial. Com a pandemia, o Setut deixou de pagar salários e benefícios e diminuiu os salários. A partir disso, só temos perdido. Começaram as demissões. 60% foram demitidos, além de quem fez acordo perdendo direitos. Chegamos ao ponto em que alguns estão com problemas psicológicos. Outros vivem com doações e ajuda dos parentes. Trabalhamos por diária", denunciou o presidente do Sintetro.

"Depois de março não foram mais pagos os salários da forma devida e valores corretos. O Setut recebeu reajuste na tarifa e recebia da prefeitura com valor reajustado e diminuiu o salário dos trabalhadores. Eles fizeram adesão à MP e não pagavam os salários da forma devida. A partir desse período o Setut utilizou de toda forma para pagar sem contracheque. Os 70% da MP eram recibos e não se pagava os 30%", disse Ajuri Dias aos vereadores presentes ao primeiro depoimento na comissão.

Ajuri Dias fez várias acusações graves contra o  Setut, que estaria se negando a ouvir as categorias. “Em nenhum momento o Setut fez alguma menção de fazer acordo com sindicato. A categoria só tem acumulado perdas. Além do desrespeito do Setut. Em nenhum momento valorizou o trabalhador. Em todos os estados foi feito acordos menos no Piauí. O Setut não quer negociar. Quer protelar para ganhar tempo e os trabalhadores se enfraquecendo. O trabalhador é o mais frágil", ressaltou o sindicalista.

Fonte: CPI do Transporte de Teresina

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