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Hospital de Urgência de Teresina zera a fila de pacientes esperando leito de UTI

O HUT multiplicou os leitos para pacientes com Covid-19, saindo de 18 para 94

O HUT é referência em média e alta complexidade em Traumatologia, Ortopedia e Neurologia

O HUT é referência em média e alta complexidade em Traumatologia, Ortopedia e Neurologia

Pela primeira vez, desde 8 de março quando o pronto atendimento do Hospital de Urgência de Teresina passou a atender prioritariamente pacientes da Covid-19, não houve fila de espera, na manhã de segunda-feira (3), por leitos de UTI no HUT. A informação foi confirmada pelo Núcleo Interno de Regulação (NIR) junto a Central Reguladora do Município, órgão responsável pelo encaminhamento de pacientes aos estabelecimentos de saúde vinculados ao SUS.

Em Abril, o HUT já havia zerado a fila de espera por enfermarias Covid. “Zerar a fila não significa que não apareça mais pacientes, durante o dia é comum aparecer alguns pacientes aguardando leitos hospitalar, porém não é considerada fila, visto que esses encaminhamentos dependem também das condições clínicas dos pacientes e da logística de transporte e com a redução dos casos podemos atender mais rapidamente esses usuários na rede pública”. Explica Nayane Formiga, coordenadora do NIR da unidade hospitalar.

Para Fábio Marcos, diretor-geral do HUT, “A abertura de novos leitos e o aumento da capacidade de atendimento da maior unidade de saúde pública vinculada a Fundação Municipal de Saúde (FMS) foi determinante para essa vitória. Mas, mesmo com o cenário um pouco mais equilibrado a situação de alerta se mantém, pois de toda forma, a taxa média de ocupação dos leitos continua alta, superior a 90% e a população deve continuar seguindo todas as orientações das autoridades sanitárias”. Alerta.

Desde a explosão de novos casos, em março, o Hospital de Urgência de Teresina multiplicou o número de leitos, saindo de 18 para os atuais 94 destinados exclusivamente a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). O atendimento foi segregado para continuar a dar suporte a vítimas de trauma e demais não relacionado à Covid-19.

Teresina registra queda de 47% nas internações por síndrome respiratória aguda grave

Dados do Comitê de Enfrentamento a Covid-19 (COE) apontam a redução de 47% nas internações por síndrome respiratória aguda grave (SRAG) em Teresina. O dado está na análise da 17ª semana epidemiológica, no período de 25 de abril a 01 de maio, em relação à 13ª semana, de 4 a 10 de abril, considerada como o pior momento da pandemia neste ano.

Em relação à semana anterior, a queda foi de 9% e já reflete na redução das filas por internação em enfermarias e Unidades de Terapia Intensiva. A queda nas atendimentos por síndromes gripais foi de 2,5% em relação à última semana e de 14% em relação ao período de 4 a 10 de abril.

Os dados em relação ao número de testes RT-PCR realizados caíram em 38% em relação à semana anterior e a positividades dos testes reduziu de 32% para 28%, graças à triagem realizada pelo teste rápido de antígeno em swab nasal que está sendo feita previamente pelas Unidades de Saúde.

O integrante do COE, infectologista Walfrido Salmito, explica que pela análise do COE, os dados apontam o início do declínio da segunda onda da Covid em Teresina. “A redução dos óbitos está em torno de 33% entre as duas últimas semanas e o número básico de reprodução da Covid ficou abaixo de 1 nesta 17ª semana epidemiológica”, diz. Ele informa que permanecerá o monitoramento continuo como ferramenta essencial para as tomadas de decisão em saúde pública.

Para o presidente da Fundação Municipal de Saúde (FMS), Gilberto Albuquerque, apesar dos dados, é necessário manter atenção as novas cepas, linhagens e variantes do SARS-COV-2. “Todas as pessoas devem manter as medidas para evitar o contágio, como a higiene das mãos, o distanciamento e até as que foram vacinadas com as duas doses devem seguir essas recomendações”, diz.



Fonte: FMS

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