General Heleno ameaça Supremo após pedido de apreensão do celular de Bolsonaro

Ministro criticou o ato do STF em encaminhar à PGR pedidos para que o celular do presidente seja periciado e apreendido

Heleno ameaça STF após pedido de apreensão de celular de Bolsonaro

Heleno ameaça STF após pedido de apreensão de celular de Bolsonaro

Através de uma nota divulgada na tarde desta sexta-feira (22) o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Nacional (GSI) General Augusto Heleno, disse que uma eventual apreensão do celular do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) poderá ter consequências imprevisíveis, caso fosse de fato efetivada.

A declaração do general vem após vir a tona os pedidos encaminhados do Supremo Tribunal Federal (STF) à Procuradoria Geral da República (PGR), de políticos de oposição ao Governo, em que solicitam  o depoimento do presidente Bolsonaro, e a busca e apreensão do celular dele e de seu filho, Carlos Bolsonaro, para perícia. O ministro Celso de Mello, do STF,  enviou na tarde da última quinta-feira (21) à Procuradoria Geral da República (PGR) três notícias-crime apresentadas por políticos e partidos de oposição citando a suposta relação entre Bolsonaro e a interferência na Polícia Federal. 

"O pedido de apreensão do celular do Presidente da República é inconcebível e, até certo ponto, inacreditável. Caso se efetivasse, seria uma afronta à autoridade máxima do Poder Executivo e uma interferência inadmissível de outro Poder, na privacidade do Presidente da República e na segurança institucional do país", diz a nota.

Por fim, mas adotando um discurso mais ameaçador, a nota cita 'consequências imprevisíveis',  caso ocorra uma decisão favorável à apreensão dos celulares do presidente.

 "O Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República alerta as autoridades constituídas que tal atitude é uma evidente tentativa de comprometer a harmonia entre os poderes e poderá ter consequências imprevisíveis para a estabilidade nacional", continua.

Os pedidos encaminhados ontem (21) para a PGR para apurar supostos crimes de Jair Bolsonaro foram apresentados ao Supremo após Sérgio Moro, ex-ministro da justiça, deixar o governo afirmando que o presidente tentou interferir na PF e buscou informações de investigações em andamento na corporação.

Confira a nota divulgada pelo Gabinete de Segurança Nacional:

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