Senado

Ciro Nogueira comenta possível retorno de Bolsonaro ao Progressistas

Senador admitiu a possibilidade do retorno do presidente ao partido

O Senador Ciro Nogueira preside o partido Progressistas

O Senador Ciro Nogueira preside o partido Progressistas Foto: Reprodução

Em entrevista ao jornal Folha de São Paulo,  o senador Ciro Nogueira, presidente nacional do Progressistas, que obteve  um excelente desempenho nas eleições municipais 2020 ao eleger 682 prefeitos, destacou o desempenho do partido e avaliou as tratativas para um possível retorno do presidente da República à sigla.

Sobre o afinamento da legenda com o presidente Bolsonaro para 2022, Ciro acredita na reeleição do mandatário, e reafirmou que seria um “sonho” ter de volta o presidente no partido.

“O PP tem um histórico de fidelidade aos projetos políticos dos quais faz parte. Com é que a gente vai explicar que vai participar do governo Bolsonaro e ná véspera vai trocar de candidato? E o presidente para perder a eleição vai ter de mudar o maior dos paradigmas quanto a isso. Nunca um presidente perdeu a reeleição. Teria de ser uma tragédia muito grande”, afirmou.

Sobre as derrotas dos candidatos apoiados por Bolsonaro nas eleições municipais, Ciro analisa como um erro a declaração de apoio dada pelo presidente ainda no primeiro turno, o que acabou por prejudicar a imagem do mandatário.

Apesar do resultado insatisfatório devido a derrota da maioria dos candidatos apoiados por Bolsonaro, Ciro não avalia os resultados como uma prévia do que está por vir em 2022, ano das eleições gerais, onde o Progressistas irá apoiar a reeleição de Bolsonaro.

Ainda falando sobre os resultados da disputa de 2020, com relação ao que pode vir em 2022, Ciro analisa que uma eleição não tem nada a ver com a outra, assim como as eleições municipais de 2016 não influenciaram no pleito de 2018, onde Bolsonaro foi eleito.

“Vou dizer que eleição municipal não tem nada a ver com eleição nacional. Porque, senão, o Bolsonaro Não estaria eleito. O que o bolsonaro elegeu em 2016? Não tinha ninguém com o perfil dele. Cada eleição é uma eleição. A de 16 não influenciou na de 2018. como essa não vai ter influência na de 2022 decisivamente. A eleição de presidente, na prática, as pessoas votam nos candidatos, não nos partidos”, declarou o senador. 

Fonte: Folha de S. Paulo

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