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Candidato a prefeito saiu da disputa após operação da Polícia Federal

João Carlos Ribeiro, do PSC, disputava a Prefeitura Municipal de Pontal, no litoral paranaense

Candidato mais rico do Brasil anuncia desistência da candidatura após operação da PF

Candidato mais rico do Brasil anuncia desistência da candidatura após operação da PF Foto: Reprodução

O empresário João Carlos Ribeiro (PSC), até então candidato à Prefeitura do município de Pontal, no  litoral do Paraná, anunciou, neste domingo (25), que desistiu de disputar a prefeitura do município. A decisão veio após uma operação da Polícia Federal que investiga o pagamento de propina de mais de R$ 1 milhão pela licença ambiental para a instalação de um porto. A investigação envolve também o senador Fernando Collor (Pros-AL).

No sábado (24), João publicou um vídeo em suas redes sociais afirmando que não desistiria da candidatura e que as informações da desistência eram falsas. Já na manhã deste domingo (25), o empresário protocolou no Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) o pedido de desistência da candidatura.

Em levantamento feito com base nas informações fornecidas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) , João Carlos Ribeiro é o candidato mais rico do país nas eleições municipais deste ano, João Carlos Ribeiro declarou à Justiça Eleitoral um patrimônio de R$ 1,5 bilhão. A maior parte desse valor, R$ 1,1 bilhão está, segundo a declaração, em um fundo do Banco Pactual. Além disso o empresário é acionista de empresas como Carrefour, Vale do Rio Doce, Multiplan, Lojas Americanas, Sabesp, Gerdau, Cemig e Petrobras.

O  empresário declarou à Justiça Eleitoral ainda ter R$ 4,2 milhões em obras de arte e um Land Rover de R$ 399 mil. Há outros veículos (entre eles um BMW ano 1969), uma embarcação, imóveis e empresas (inclusive no exterior) e terrenos também. São, ao todo, 48 itens listados.

Sobre o levantamento, a assessoria do candidato confirmou que a declaração dele está perfeita e que os bens, assim como os respectivos valores, foram listados de forma correta.

No anúncio de desistência da candidatura, Ribeiro informou que a decisão foi tomada para que ele possa se dedicar à defesa de denúncias nas quais foi envolvido. Ele nega irregularidades. 

Em Teresina não foi diferente

Um fato curioso com o acima citado é a semelhança com o que ocorreu no mês de setembro em Teresina. O candidato à Prefeitura de Teresina, o jurista Valter Alencar, também do PSC, anunciou a saída da disputa pela Prefeitura de Teresina no dia 14 destembro, duas semanas após a realização de uma operação da Polícia Federal realizada em Teresina no dia 28 de agosto, em que investigou o até então candidato.

A ação da PF fez parte da Operação Tris In Idem, que investiga o governador do estado do Rio de Janeiro, Wilson WItzel, filiado ao PSC. A busca na sede do partido em Teresina tinha como objetivo coletar provas sobre o suposto esquema de nomeação de funcionários fantasmas no governo  do estado do Rio de Janeiro. 

Sobre o assunto, Valter Alencar afirmou surpresa ao ter conhecimento da operação da Polícia Federal, mas declarou entender ser esse o papel da Polícia Federal. 

No lugar de Valter Alencar, o PSC de Teresina anunciou a candidatura da empresária Gessy Fonseca para disputar a prefeitura da capital.

Fonte: Congresso em Foco

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