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Anvisa deve autorizar Butantan a testar Butanvac em seres humanos até terça-feira

Até outubro a vacina contra Covid-19 desenvolvida pelo Instituto Butantan já poderá ser aplicada em humanos

Vacina Butanvac contra a Covid-19

Vacina Butanvac contra a Covid-19 Foto: Instituto Butantan

O jornalista Lauro Jardim , que é colunista do jornal O Globo, anunciou neste domingo (6), que a  "anvisa deve autorizar o Butantan a testar Butanvac em seres humanos até terça".

"Entre amanhã e depois de amanhã. Este é o prazo que a Anvisa deu ao Butantan para liberar para o instituto o início das fases 1, 2 e 3 da Butanvac. Ou seja, receberá a autorização para testes em seres humanos. Se tudo andar como o previsto, em outubro a vacina contra Covid desenvolvida pelo Butantan já poderá ser aplicada", escreveu o colunista.


A vacina

A ButanVac, nova vacina contra a Covid-19 que o Instituto Butantan pretende produzir inteiramente no Brasil, usa uma tecnologia barata, segura e usual entre fabricantes de vacina no mundo todo: a inoculação do vírus em ovos embrionados de galinhas. Além disso, os estudos pré-clínicos em animais demonstraram que a nova vacina é mais imunogênica, ou seja, gera uma melhor resposta imunológica. A nova vacina foi anunciada nesta sexta (26) em entrevista coletiva na sede do Instituto, em São Paulo.

“Isso é inédito. Não existe nenhuma vacina no mundo contra Covid-19 que é produzida em ovo. Por que é importante produzir em ovo? Porque existem muitas fábricas que usam essa tecnologia para produção da vacina da gripe e, portanto, essa é uma saída em uma situação epidêmica”, afirmou o presidente do Instituto Butantan, Dimas Covas. A técnica da ButanVac, por ser tradicional, é barata e comprovadamente segura – a vacina da gripe, que é fabricada com essa mesma tecnologia, é a mais utilizada no mundo.

O Butantan domina a técnica de produção de vacinas que se utilizam da inoculação do vírus em ovos embrionados. A cada ano, são produzidas, nas fábricas do Instituto, 80 milhões de doses da vacina da gripe, sendo que todas elas são encaminhadas ao Programa Nacional de Imunizações, do Ministério da Saúde. Isso faz do Butantan o maior produtor de vacina da gripe do hemisfério sul – a capacidade da fábrica da Influenza é de 140 milhões de doses por ano.

A expectativa é que a pesquisa clínica que comprovará a segurança e eficácia da ButanVac seja realizada em cerca de dois meses. “Não é o estudo de uma nova vacina da qual não se conhece nada. O estudo pode ser feito inclusive de forma comparativa com as demais vacinas que estão sendo usadas do ponto de vista da resposta imunológica”, explica Dimas.

Segundo o presidente do Butantan, os testes clínicos devem começar já em abril, assim que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizar a realização da pesquisa. A solicitação para a autorização do estudo seria encaminhada nesta sexta (26) ao órgão regulador. Se tudo correr conforme o esperado, a produção da vacina será iniciada em maio, logo após o fim da campanha de vacinação da gripe, quando a fábrica da Influenza estiver disponível. Se o cronograma se realizar dessa forma, ainda em 2020 os brasileiros poderão contar com mais 40 milhões de vacinas contra a Covid-19.

Fonte: O Globo/Butatan

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