Vereador discute com Governo permanência de famílias no campo agrícola da Embrapa

Atualmente cerca de 33 famílias trabalham no local cedido pela empresa

Vereador Dudu discute permanência de famílias em espaço cedido pela Embrapa

Vereador Dudu discute permanência de famílias em espaço cedido pela Embrapa

O vereador Edilberto Borges (PT), o Dudu, esteve reunido em audiência juntamente com o secretário de Governo, Osmar Júnior, o secretário da Agricultura Familiar, Herbert Buenos Aires, e os permissionários do assentamento Vale do Poty. O objetivo do encontro foi para discutir a permanência das famílias do campo agrícola da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA), localizado na região do bairro Buenos Aires. A área foi cedida pela empresa sob a modalidade de comodato, que é a condição em que se empresta algo sem qualquer tipo de cobrança, mas com a condição de devolver posteriormente o bem.

Atualmente, cerca de 33 famílias moram e sobrevivem do local que pertence a Embrapa. A empresa alega que por se tratar de uma Área de Preservação Permanente (APP), portanto três residências devem ser retiradas do terreno para que seja renovado o comodato com o Governo do Estado do Piauí. 

Conforme relata o vereador, , a reunião foi bastante produtiva para que as famílias possam continuar no local. O vereador ainda afirma que o Governo do Estado vai intervir e comunicar a Embrapa que não vai permitir que as três edificações sejam retiradas do local. 

“O Governo estará na linha de defesa das famílias por entender que é um comodato que já tem mais de 30 anos. A Embrapa não pode nessa renovação de 2020 prejudicar essas famílias querendo a retirada das moradias populares e a sede da associação. Se Deus quiser a empresa vai recuar nesse posicionamento e vai renovar o comodato nos mesmos termos da renovação feita anteriormente. Quem vai ganhar com tudo isso é a nossa querida Teresina e as famílias que dependem do local para conseguir sua sobrevivência”, afirmou o parlamentar.   

Clemilton Lira é presidente da Associação Vale do Poty e afirma que as famílias dependem do local para sobreviver. “A única coisa que queremos é que as famílias possam continuar onde estão há mais de 30 anos. É um direito de todos e vamos lutar para que o comodato seja renovado sem a retirada das famílias”, pontuou Clemilton Lira.

 “A associação começou com um trabalho de horticultura e foi construída uma escolinha para que os filhos dos horticultores pudessem estudar. Toda a nossa renda é fruto da associação e do nosso trabalho. A Embrapa está querendo retirar a nossa casa sem pensar na nossa situação de ser humano. São 33 famílias que dependem da terra para sobreviver”, diz a moradora Jéssica Braga.  

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