Câmara Teresina

Clima "azeda" entre Enzo, Jeová e Robert Rios: "desculpa esfarrapada"

Vice critica indelicadeza do ex-lider do prefeito e Jeová sai na defesa de Enzo Samuel

Vice-prefeito de Teresina, Robert Rios Magalhães, com Dr. Pessoa

Vice-prefeito de Teresina, Robert Rios Magalhães, com Dr. Pessoa Foto: PMT


O clima esquentou de vez na Prefeitura de Teresina, que virou uma "torre de Babel", onde ningvuems e entende. A troca de adjetivos entre o vice-prefeito e o líder do prefeito na Câmara acabou respingando no presidente Jeová Alencar (Republicanos).
O vice-prefeito de Teresina, Robert Rios Magalhães (Republicanos) considerou indelicadeza da parte do agora ex-líder do prefeito na Câmara Municipal de Teresina, vereador Enzo Samuel (PDT), que entregou o cargo "via satélite, em entrevistas às TV e criticar chefe do Palácio da Cidade, José Pessoa Leal, o "Dr. Pessoa".

“A única estranheza é que ele foi escolhido pelo prefeito por indicação do vereador Jeová. Ele tinha que ter tido a delicadeza e entregar pessoalmente ao prefeito e conversar com o prefeito. Acho que o prefeito merece o respeito dele assim como tem o respeito da cidade de Teresina. Ele faria muito mais bonito se tivesse ido diretamente ao prefeito entregar o cargo”, entende Robert Rios.

O vice afirmou que não foi "pivô de nada" e considerou "desculpa esfarrapada" o argumento de Enzo Samuel para entregar.

“Todo mundo sabe que para atingir o prefeito tem que passar por cima de mim. Essa guerra para cima do Robert Rios é para ver se o Robert sai da frente do prefeito para alguém atingir o prefeito. Eu não fui pivô de nada. Estavam reclamando do André (Secretário de Governo) e eu disse que ele era competente, capaz, educado, e estava participando da articulação junto comigo e o próprio prefeito. O prefeito articula a gestão dele, o André articula, o Robert Rios como vice-prefeito articula e muitos outros articulam. Isso é apenas uma desculpa esfarrapada”, disparou o vice de Dr. Pessoa, em entrevista concedida à TV Cidade Verde, na tarde desta quinta-feira (9).


Enzo Samuel também foi à TV e soltou o verbo. "O líder não pode ser visto assim, como um office boy. Não quero briga com ninguém, não quero comprar guerra, mas posso tomar uma posição. No momento em que estava sentindo que estava sendo isolado, que estavam tentando comprar uma briga que não era minha, que não faço parte, inclusive para não atrapalhar o trabalho do Dr. Pessoa. Eu acho que essa confusões só atrapalham e não ajudam em nada”, avaliou o ex-líder de Dr. Pessoa. 


Enzo Samuel, sem citar nomes, fez um desabafo sobre a situação.  “Foi apenas um ato formal, eu não entreguei, me tiraram. Especulava na imprensa que eu não cuidava mais da articulação política e quando o líder não tem força para cuidar da articulação política, ele não está apto para exercer essa liderança. Então, infelizmente, me tiraram dessa liderança. Não foi o Dr. Pessoa, agradeço o convite e pelo pouco tempo que trabalhamos em conjunto e quero dizer que continuo à disposição dele para trabalharmos por Teresina. Me tiraram da liderança, o tempo todo reiterando que eu não tinha força política que eu teria que cuidar somente dos projetos”, disse. 



Fonte: Paulo Pincel

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