Câmara Teresina

Aliados de Dr. Pessoa esvaziam sessão que discutiria a crise na saúde de Teresina

A sessão extraordinária virou uma reunião da Comissão de Legislação e Justiça

Plenário da Câmara Municipal de Teresina

Plenário da Câmara Municipal de Teresina Foto: CMT

Postada às 17h30 de terça-feira (2) e atualizada às 5h40

Não houve quórum para a realização da sessão extraordinária, convocada pela Mesa Diretora da Câmara Municipal de Teresina, para a tarde desta terça-feira (2 de janeiro), para discutir a grave crise na Saúde em Teresina.

Como não havia 15 vereadores para deliberar sobre o assunto, a sessão extra virou uma reunião da Comissão de Legislação e Justiça, que precisa da presença de apenas dez vereadores para aprovar as matérias.

Apareceram os vereadores Aluísio Sampaio (Progressistas), Deolindo Moura (PT), Elzuila Calisto (PT), Evandro Hidd (PDT), Fernanda Gomes (Solidariedade), Ismael Silva (PSD), Luiz Lobão (MDB), Paulo Lopes (PSDB), Pollyanna Rocha (PV), Zé Nito (MDB), Venâncio Cardoso (PSDB) e Vinicio Ferreira (PSD).


“A Câmara não poderia ficar inerte. De imediato, convocamos essa sessão extraordinária porque nós estamos tratando de vidas, a situação poderia se agravar e o pior poderia ter acontecido. Você observa que, com a convocação da sessão, a Prefeitura já deu uma resposta, os aparelhos retornaram ao HUT, as UBS foram reabertas, mas queremos entender porque isso não foi feito antes", questionou o presidente da Câmara, Enzo Samuel, em entrevista.

Deliberações

O presidente da Comissão, vereador Vinicio Ferreira (PSD), apresentou requerimento solicitando a presença do prefeito de Teresina, José Pessoa Leal, o Dr. Pessoa, do Republicanos, para falar sobre a crise na saúde publica do município.


O vereador também propôs a convocação do presidente da FMS, Ari Ricardo, e do secretário de Finanças, Esdras Avelino, para expor a situação na prefeitura. Ferreira sugeriu ainda que fosse encaminhado convite ao secretário de Estado da Saúde, Antônio Luiz, para participar das dicussões. 




Mesa diretora

Em ato publicado na última quinta-feira (28), o presidente da Câmara Municipal de Teresina convoca todos os parlamentares para discutir, às 16h do dia 2 de janeiro, em sessão extraordinária, a crise na Fundação Municipal de Saúde. Apenas 13 vereadores compareceram em Plenário. A base do prefeito não deu as caras na Câmara.
  
CPI 

A Câmara também vai avaliar a possibilidade de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para apurar as responsabilidades pela situação na Saúde da capital. O vereador Venâncio Cardoso (PSDB) anunciou nas redes sociais que apresentaria o pedido de instalação da CPI da Saúde. “Eu particularmente sou da teoria que o prefeito considerado bom, ganha de novo na urna, enquanto o prefeito ruim perde. Por isso, eu sou contra um impeachment aqui em Teresina”, revelou Venâncio.


“Sou favorável [à intervenção], porque a população não aguenta mais, as pessoas estão inseguras, hoje para ir a uma UBS, posto de saúde, HUT, não tem medicamento. Mesmo com a volta das máquinas, por terem pago uma parcela da dívida, isso não garante que essa situação não se repita. Já assinamos uma CPI para realmente se debruçar e aprofundar a fiscalização sobre os recursos da Fundação Municipal de Saúde, e com os demais vereadores analisar a possível intervenção na saúde da capital”, disse o vereador Zé Nito (MDB).

O vereador Antônio José Lira (Republicanos), líder do prefeito na Câmara, lembrou que “impeachment não é da noite para o dia". "Afastar prefeito, isso não é brincadeira não. A crise da saúde não é só em Teresina não. Estão falando em intervenção de Estado, que uma operação no HGV passa dois anos, um ano, imagina a gente sem o HUT. O HUT agora em novembro, ele teve o atendimento de um milhão. De janeiro de 2023 até outubro foram feitas 8 mil e 37 cirurgias de ortopedia, imagina a gente sem o HUT. Então são esses pontos que a população quer o resultado. Agora, fazer política em cima de uma dificuldade de saúde, que não é só em Teresina, é em todo o estado, em todo o país, isso aí o povo está observando”, justificou. 

Fonte: Redação

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