Câmara Teresina

Câmara Municipal de Teresina aprova atividades religiosas como essenciais

Projeto deve ser aprovado em segunda votação, para ser sancionado pelo prefeito Doutor Pessoa (MDB)

Vereador Ismael Silva (PSD)

Vereador Ismael Silva (PSD) Foto: Reprodução

Foi aprovado em primeira votação, nesta quarta-feira (24) o Projeto de lei nº 38/2021,  de autoria do vereador Ismael Silva, que reconhece a atividade religiosa de qualquer culto, como atividade essencial no município de Teresina. O PL foi subscrito pelos vereadores Levino de Jesus (Republicanos); Enzo Samuel (PDT) e Vinicio Ferreira (Avante).

O vereador Edilberto Borges, o Dudu, que preside a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), foi um dos 3 parlamentares a manifestarem posicionamento contrário ao projeto. Para o parlamentar a liberação de atividades religiosas pode incitar a demais segmentos a também reivindicarem a liberação das atividades, o que possibilitaria o avanço da Covid-19 no município.

“Tenho uma divergência porque existem religiões que têm compromissos com os controles sanitários, mas quando se abre para o geral, nós sabemos que tem aí algumas seitas, inclusive negam a ação do vírus. Quando você abre uma exceção, na minha opinião, você também está abrindo um caminho para outros segmentos que também vão se reivindicar de extrema necessidade, portanto, merecedores também desta pauta. Na minha opinião, com a situação que estamos vivendo hoje, dá pra esperar. Já temos a vacina, só não temos uma política nacional que presta para a vacina, mas nós já estamos bem próximos de chegar lá. Voto contrário, respeito a iniciativa do vereador, mas sou contrário [...]”, declarou Dudu.

Para o autor do Projeto de Lei, Ismael Silva, a proposta de incluir as atividades religiosas como essenciais levou em consideração o acompanhamento psicológico realizado pelos templos, atividade considerada de extrema importância pelo parlamentar, em especial, durante esse período de pandemia.

“Nós temos dentro dos templos, nas mais diversas religiões, católicos, evangélicos, e outras religiões, inclusive de matrizes africanas, o acompanhamento pastoral, do acompanhamento paroquial e psicológico neste período de pandemia. Temos pesquisas da UNICAMP e da Universidade de Minas Gerais que revelam que neste período de pandemia, muitas pessoas em razão da questão do isolamento, tiveram problemas com relação à questão mental”.

O projeto foi aprovado, com os votos contrários dos vereadores Joaquim Caldas (MDB); Alan Brandão (PDT) e Edilberto Borges (PT).

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