Câmara Teresina

Câmara de Vereadores discute LGBTfobia em Teresina

A audiência pública foi propota pelo vereador VEnâncio Cardoso

Vereador Venâncio Cardoso foi quem idealizou a audiência pública

Vereador Venâncio Cardoso foi quem idealizou a audiência pública

No dia internacional contra a homofobia, a Câmara Municipal realizou, nesta segunda-feira (17), uma Audiência Pública que discutiu a LGBTfobia em Teresina. Entre várias questões, ficou acordado que será realizado um estudo sobre a população LGBT em situação de vulnerabilidade social e por meio destes dados, traçar políticas públicas de inclusão, começando por cursos de capacitação.
 
Segundo o propositor da Audiência Pública, o vereador Venâncio Cardoso (PSDB), os encaminhamentos serão realizados por partes, mas contará com uma grande rede de trabalho coletivo.
 
“A Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres irá fazer um levantamento das pessoas LGBT que vivem em situação de vulnerabilidade social e econômica em toda Teresina. Isso é importante para que a cidade conheça melhor como está essa população. O que ela enfrenta. A outra parte desta tarefa, usando inclusive dados da Secretaria das Mulheres, é que a Fundação Wall Ferraz ficará responsável por desenvolver um trabalho de capacitação profissional, dando oportunidade de emprego e renda”, explica o vereador.
 
A ideia de oferecer mais oportunidade através de cursos de capacitação, surgiu de uma reflexão da secretária-geral do Grupo Piauiense de Transexuais e Travestis (GPTrans), Maria Laura dos Reis. Em seu discurso ela afirmou que muitas travestis e transexuais, ficam à margem da sociedade e acabam recorrendo à prostituição para sobreviver.
 
“Eu queria falar em nome das travestis e transexuais que a gente é um público ainda colocado à margem. Muitas de nós não têm oportunidade no mercado de trabalho formal, 90% da gente ainda tá na prostituição infelizmente, não desmerecendo a prostituição, mas a gente não que ter ela como a única opção de trabalho. A gente quer tirar esse estigma, essa quase imposição de que você ser travesti ou transexual você automaticamente tem que ser prostituta. Temos que ter oportunidades no mercado de trabalho, criar frentes de inserção, oferecer cursos de capacitação”, explicou Maria Laura.
 
A audiência pública que havia sido aprovada por unanimidade e foi subscrita pelos vereadores Renato Berger, Pollyana Rocha, Fernanda Gomes e Thanandra Sarapatinhas, contou ainda com a presença da deputada estadual, Flora Izabel; da vereadora Pollyana Rocha; do presidente da Fundação Monsenhor Chaves, Scheyvan Lima; da secretária executiva da Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres, Marcela Portela; da gerente de Enfrentamento a LGBTfobia da Secretaria da Assistência Social e Cidadania (Sasc), Joseane Borges.

Fonte: Assessoria parlamentar

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