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Câmara de Teresina realiza Audiência Pública para discutir transporte público

Audiência foi realizada nesta terça-feira (23) e foi presidida pelo vereador Edilberto Borges

Camara Municipal de Teresina define nova data para aplicação de provas do concurso

Camara Municipal de Teresina define nova data para aplicação de provas do concurso Foto: Reprodução

A Câmara Municipal de Teresina (CMT) realizou na manhã desta terça-feira (23) uma Audiência Pública para discutir o transporte público na capital. Os motoristas e cobradores suspenderam as suas atividades desde o último dia 8 de fevereiro, na busca por melhorias salariais e nas condições de trabalho.

A audiência foi uma proposição do vereador e presidente da Câmara Jeová Alencar (MDB), que defende o fim da licitação do transporte público da capital.

O vereador Edilberto Borges (PT), o Dudu,  que presidiu a audiência, afirmou que o caos vivenciado no transporte público de Teresina é consequência da última gestão à frente do comando da cidade.

“vivemos além da pandemia, a crise do transporte público de Teresina.  Um problema que a gestão do Firmino Filho arrastou até agora. A Prefeitura de Teresina deve R$ 40 milhões. Eles não pagam os trabalhadores do transporte, que não têm dinheiro nem pra comer. a Prefeitura deve negociar as dívidas e parte desse dinheiro deve ser direcionado para pagar os trabalhadores”, propôs Dudu.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores Em Empresas de Transportes Rodoviários (Sintreto), Ajuri Dias, defendeu o fim das gratuidades indevidas e a redução no preço da tarifa do transporte público, para que o serviço volte a ser competitivo na capital.

"Essa situação da sustentação financeira passa por várias situações. Diminuiu o número  de passageiros, mas propomos uma legislação mais ampla para discutir planilha. Se é possível diminuir a tarifa. Isso é preciso para o sistema voltar a ser atrativo. Vamos debater as gratuidades indevidas", argumentou.

O vice -presidente do Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Passageiros de Teresina (Setut), Marcelino Lopes, fez críticas direcionadas à administração municipal, para que cumpra a sua parte, conforme consta no contrato de licitação.

“Estamos abertos para discutir. Não sabemos como resolver esse problema sem dinheiro. É humanamente impossível arrecadar R$ 25 e pagar R$ 100. É impossível. É preciso  que o poder público tenha sensibilidade e honre com seu compromisso. Tem um contrato licitado e tem que pagar. Quer mudar? Vamos sentar e discutir. Agora ir para mídia e dizer que não vai mais pagar, que empresas não vão mais receber dinheiro da prefeitura, isso não é certo. Não diz o que acontece. E o modelo de contrato que a prefeitura anterior escolheu para o sistema. Pode ser mudado, mas depende do poder público. Mas tem que cumprir com suas obrigações", explicou.

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