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Vereador que custeou o alistamento de eleitores é alvo de ação do Ministério Público

De acordo com a investigação do órgão, o agente público transgrediu a Lei de Improbidade Administrativa ao transportar adolescentes para realizarem alistamento eleitoral

Ministério Público do Estado do Piauí

Ministério Público do Estado do Piauí Foto: MPPI

O Ministério Público do Piauí, por meio da 2ª Promotoria de Justiça de São João do Piauí, ajuizou ação civil pública contra Gildeson Barroso Coelho, vereador do município de Nova Santa Rita. O agente público transgrediu a Lei de Improbidade Administrativa ao transportar adolescentes para realizarem alistamento eleitoral.

O integrante do MP averiguou que em 29 de agosto de 2019, seis adolescentes, residentes em Capitão Gervásio Oliveira, chegaram ao Cartório da 69ª Zona Eleitoral do Piauí para realizar o alistamento e transferência eleitoral. Por meio de Inquérito Civil, foi apurado que o vereador saiu de Nova Santa Rita levando os adolescentes, além de também custear as passagens até o cartório e no retorno para Nova Santa Rita.

“O agente público tinha plena intenção em se beneficiar com a ‘cortesia’, tanto com a candidatura de sua mulher para o cargo de conselheira tutelar, como para sua candidatura à reeleição para o cargo de vereador de Nova Santa Rita nas eleições municipais de 2020”, ressalta o promotor de Justiça Jorge Pessoa, que é o autor da ação.

Ainda de acordo com o promotor, tais atos ferem não só a igualdade nas eleições em detrimento dos outros candidatos, mas interferem na liberdade do voto dos adolescentes. Diante do exposto, o MPPI requer a condenação do réu e a produção de provas, em especial o depoimento pessoal do réu e das testemunhas.

Fonte: Ministéri Público do Piauí (MP-PI)

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