Câmara dos Deputados

Merlong critica MP que autoriza empréstimos consignados com Auxílio Brasil e BPC

PT é contra a transferência dos recursos dos programas sociais para os bancos

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Dinheiro Foto: Brasil 61

A Câmara dos Deputados aprovou na última quarta-feira (29) a medida provisória que  autoriza que beneficiários do Auxílio Brasil e do Benefício de Prestação Continuada (BPC) tenham acesso a empréstimos consignados. O deputado federal Merlong Solano (PT) orientou a votação do PT contrária à medida, explicando que a MP vai estimular o assédio das financeiras para a contratação de empréstimos, gerar endividamento dos mais pobres e aumentar os lucros dos bancos. 


Merlong informou que o PT não é contra o crédito consignado que já existe e que permite o endividamento das famílias em até 35% da sua renda, mas destacou que o partido é contra a transferência dos recursos dos programas sociais para os bancos. “O BPC é um salário mínimo e o auxílio é R$ 400. Agora as pessoas, sobretudo as mais carentes, poderão comprometer até 40% – ou 45% no caso de aposentados – da sua renda tão exígua para se endividar com os bancos. O sistema financeiro já chegou no teto de endividamento da classe média e agora sua sanha se lança sobre os mais pobres. E com o apoio do governo federal, que está entregando os recursos dos programas sociais nas mãos dos banqueiros, que vão faturar às custas dos juros pagos pelos mais pobres”, disse o petista.

O deputado ressaltou sua preocupação com o endividamento dos mais pobres e dos idosos, uma vez que essa parcela da população está mais sujeita à oferta abusiva de crédito por parte das financeiras e bancos, que oferecem inúmeras vantagens sem informar sobre taxas de juros e a vigência dos contratos. “Basta conversar com o Ministério Público, com a Defensoria Pública, com os delegados da Pessoa Idosa para verificar a quantidade de denúncias a respeito da oferta abusiva de crédito por parte das financeiras. Agora poderão aumentar o seu mercado de exploração, oferecendo crédito com mil e uma vantagens sem sequer explicar as condições daquele empréstimo e que os contratantes vão passar 10, 20, 30 meses pagando parcelas aos bancos”, reforçou Merlong. A matéria segue para o Senado.

Fonte: Assessoria parlamentar

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