Alepi

Deputado Franzé Silva defende congelamento de preços dos combustíveis

"Se aumentarem os preços dos combustíveis, teremos que ir pra rua exigir, cobrar o congelamento de preços"

Deputado estadual Franzé Silva (PT)

Deputado estadual Franzé Silva (PT) Foto: Thiago Amaral / Alepi

O vice-presidente da Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi), deputado estadual Franzé Silva (PT), defendeu, nesta sexta-feira (15), em entrevista à imprensa, o congelamento nos preços dos combustíveis e a necessidade de mobilização da população, caso os preços não baixem ou aumentem, mesmo com a alíquota do ICMS já reduzida no Piauí e em outros estados.

"A justificativa deles [dos bolsonaristas] desapareceu, o ICMS está reduzido e unificado. Se aumentar os preços dos combustíveis, teremos que ir pra rua exigir, cobrar o congelamento de preços. Queremos a redução imediata, sobretudo da gasolina, mais consumida pelos mais pobres", assinala Franzé.

O parlamentar - que é vice-presidente da Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi) e presidente da Comissão de Fiscalização, Controle, Finanças e Tributação da Casa - alerta para perdas de receita geradas pela redução do ICMS para 18%, tirando investimentos da saúde e educação públicas e assistência social.

"A população mais pobre, que depende dos recursos públicos nessas áreas de desenvolvimento social, perde receitas com a medida e será prejudicada. Essa perda tem que ser compensada", pontua Franzé, observando, ainda, a necessidade de redução de preços dos produtos no comércio.

"É preciso que os preços nos supermercados sejam reduzidos, já que compõem essa cadeia que também depende dos combustíveis para transportar mercadorias e outras atividades do setor. Com os combustíveis reduzindo, então queremos os preços nos supermercados reduzindo para os consumidores", ressalta.

De camisa verde e amarela


Ontem,  o  deputado estadual Franzé Silva (PT), provocou apoiadores de Jair Bolsonaro (PL) a irem às ruas para protestarem, caso os preços dos combustíveis voltem a subir, mesmo com o ICMS já reduzido no Piauí e em outros estados.

"Estou pronto para vestir minha camisa verde e amarela e aguardar os bolsonaristas na rua para gritar e fazer dancinhas pelo congelamento da gasolina, diesel e gás de cozinha", afirmou Franzé, nesta quinta-feira (14), de seu perfil pessoal no Twitter.

Na última terça-feira (12), a governadora Regina Sousa sancionou a Lei Nº 7.846/2022, que reduz para 18% a alíquota do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) sobre os combustíveis, energia elétrica e serviços de comunicação no Piauí.

Franzé Silva - que é também presidente da Comissão de Fiscalização, Controle, Finanças e Tributação da Alepi - tem observado que o valor dos combustíveis é determinado pela política de preços da Petrobras (atrelada ao mercado internacional), não pelo ICMS.

"O vilão dos reajustes dos combustíveis, segundo os bolsonaristas, desapareceu com a redução e unificação das alíquotas do ICMS", ironizou o deputado, apontando para a narrativa sustentada por Bolsonaro e apoiadores de que as altas dos combustíveis se devem ao imposto.

"Só o Piauí vai perder R$ 1,5 bilhão [com a redução do ICMS], dinheiro que o Estado e municípios usavam para fazer funcionar as redes de educação, saúde e assistência social. Se os preço dos combustíveis voltarem a subir, vai ter reação", assevera Franzé.

Fonte: Assessoria parlamentar

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