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Manifestação reúne grevistas da Educação, motoristas cobradores e famílias sem-teto

Da Praça do Fripisa, no Centro de Teresina, a manifestação seguiu até o Palácio de Karnak

A greve do pessoal da Educação de Teresina completou 51 dias nesta quinta-feira (31)

A greve do pessoal da Educação de Teresina completou 51 dias nesta quinta-feira (31) Foto: Sindserm

"Dr. Pessoa não se esconda, a sua gestão é uma vergonha", repetiam os servidores da Educação, do Estado [em greve desde 23 de fevereiro] e do município de Teresina [parados desde 7 de fevereiro], motoristas e cobradores [parados há 9 dias] e famílias sem-tetos, que se reuniram em uma nova manifestação no começo da tarde desta terça-feira (23), no Centro de Teresina. Da Praça do Fripisa, no Centro de Teresina, a manifestação seguiu até o Palácio de Karnak.

A presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Educação do Estado do Piauí (Sinte-PI), Paulina Almeida, ressaltou que os professores cobram o reajuste de 33,24%,  fixado pelo Governo Federal... Se acontecer [a aprovação do reajuste pela Assembleia Legislativa] nós vamos manter a greve. Nós estamos firmes e fortes em todo o Piauí. A greve continua. A adesão é de 95% calculando todo o povo do estado. Então é uma greve coesa”,

"Hoje foi um dia de unidade. Hoje pela manhã o movimento municipal e estadual esteve reunido na Alepi para que não fosse realizada a aprovação do projeto que não respeita a lei federal. E agora é um ato unificado da educação, do transporte e situação de moradia, onde pretendemos fazer vários desses atos para tirar a cidade desse caos", disse  o coordenador-geral do Sindicato dos Servidores Municipais (Sindserm), Sinésio Soares.
"A gente estava fazendo os cálculos mostrando que era pagar, com base em novembro do ano passado, que era o último mês que tínhamos em uma folha comum. A prefeitura deve gastar no mínimo 70% do Fundeb com pagamento de pessoal, que seria R$ 38 milhões. Agora tivemos acesso ao mês de janeiro do Fundeb, onde a prefeitura gastou o pagamento de todo o pessoal, R$ 23 milhões, o que significa mesmos de 40%. Então é um deboche, e vamos apresentar isso amanhã para o Ministério Público. Só queremos que eles cumpram uma lei federal", defendeu Sinésio.
O despejo é o medo das famílias que participavam do protesto Na quinta-feira (31) termina o prazo dado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) impedindo o despejo de famílias das ocupações por conta da pandemia da Covid-19.
"Estamos preocupados com a possibilidade de ocorrer vários despejos em massa depois de 31 de março, após encerrar o decreto do Supremo Tribunal, onde centenas de famílias estão em ocupações. São centenas de famílias inteiras que podem ir para a rua. Só onde eu moro, na Vila Campino, são 26 famílias, então estamos com medo e queremos apoio do governo e da prefeitura, mas até agora, não nos receberam", disse Thais Cristina, uma das organizadoras do movimento de famílias que lutam para ter a posse de terrenos coupados.

Fonte: Sinte/Sinderm

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