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Wellington Dias alerta sobre riscos da terceira onda da Covid-19

A nova onda seria mais perigosa e muito mais letal que as duas primeiras pela velocidade de transmissão do vírus

Reunião no Palácio de Karnak discutiu o avanço da Covid-19 no Brasil

Reunião no Palácio de Karnak discutiu o avanço da Covid-19 no Brasil Foto: CCom

Após a reunião – a portas fechadas – no Palácio de Karnak com o prefeito de Teresina, Dr. Pessoa, na manhã desta segunda-feira (23), o governador do Piauí, Wellington Dias (PT), conversou com os jornalistas sobre o risco de uma terceira onda da Covid-19, que seria mais perigosa e muito mais letal que as duas primeiras pela velocidade de transmissão do vírus, citando a variante indiana, que já chegou ao Maranhão e ao Ceará.

"Estamos trabalhando internamente na relação com Maranhão e transmitimos ao Ministério da Saúde. Tem uma nova cepa em São Paulo também. Não tem jeito, a saída é mais vacina. Trabalhamos para o Brasil ter as condições de realizar o máximo de contratos da antecipação de vacinas. A liberação da sputnik. Precisamos de uma definição definitiva da Anvisa um plano para acelerar vacina para várias áreas. O estado tem muitas coisas e precisa de acelerar a vacinação", defendeu.

"Uma situação em que temos um nível de casos confirmados ainda bastante elevado, o risco de termos uma nova onda no Brasil é real, alertamos o ministro e queremos uma ação nacional. Transmitimos ao ministro da Saúde uma preocupação maior. Temos portos que fazem relação de comércio vindo de países como a Índia. Pedimos um plano nacional para acompanhar essa situação”, acrescentou o governador sobre a cepa indiana.

“O presidente Biden anunciou que vai disponibilizar 80 milhões de doses em junho para países que estão em situação de crise como Brasil e Índia. E também, outros países com baixa vacinação. Apresentamos uma proposta que o regramento da OMS pelo qual o Brasil tem direito a cerca de 10% do volume liberado seja o caminho. Da mesma forma estamos trabalhando com a União Européia discutimos liberação de doses. A própria OMS falta liberar o lote de 42 milhões de doses. Temos a confirmação e execução do cronograma de entregas com a China e tem a possibilidade agora de comprar 32 milhões de doses direto pelos estados ou Ministério da Saúde. Temos a expectativa da aprovação da Sputinik. São 37 milhões de doses. A documentação foi entregue e esperamos prioridade pela situação”, cobrou Wellington Dias.

“O Brasil precisa de aproximadamente 100 milhões de doses para esses meses para não nos isolarmos do mundo. A situação do Brasil é crítica porque os países estão 40%, 50% e 60% da população já vacinada. A própria índia ampliou a capacidade de produção e vacinação. É preciso que tenha um olhar especial. Isso pensando na economia e na educação. Não é razoável manter sem priorizar a vacinação”, finalizou.

Fonte: CCom

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