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Moro diz que candidatura vai acabar com a polarização Lula x Bolsonaro

"Nosso ponto fundamental do projeto é emprego, emprego, emprego e a volta do crescimento econômico”

Ex-juiz Sérgio Moro

Ex-juiz Sérgio Moro Foto: Lula Marques/Fotos Públicas

O ex-juiz Sérgio Moro (Podemos), ex-ministro da Justiça e Segurança Pública de Bolsonaro, concedeu uma longa entrevista à TV Cidade Verde (SBT) nesta segunda-feira (24). Moro falou sobre vários assuntos, como  a pré-candidatura a presidente da República, a sabotagem do presidente Bolsonaro contra sua gestão como ministro, o fiasco na economia do país e o Judiciário que não funciona bem.

Moro prometeu "arrebentar" com a polarização entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula  da Silva (PT) e o presidente Bolsonaro (PL).  A seguir alguns trechos da entrevista aos jornalistas Joelson Giordani, Lídia Brito e Elivaldo Barbosa.

Sérgio Moro é entrevistado pelo jornalistas da TV Cidade Verde
Foto: Yala Sena

Emprego, emprego, emprego
“Hoje temos uma situação bastante difícil. As pessoas estão desempregadas, passando fome, como a fila do osso, por exemplo. É uma situação intolerável. O Brasil é um grande produtor de alimentos, agora o quadro real é que o Brasil não está crescendo. O Brasil está estagnado economicamente. A gente precisa retomar o crescimento e para isso é preciso confiança. Hoje quem olha de fora o Brasil, vê o Brasil com desconfiança. Temos que recuperar a credibilidade do país no mercado internacional. O governo atual não tem demonstrado essa capacidade. A proposta do outro candidato do PT, a gente já sabe como o governo acabou: com uma grande recessão. O nosso ponto fundamental do projeto é emprego, emprego, emprego e a volta do crescimento econômico”.

Lula X Bolsonaro
“Essa polarização é muito ruim para o país. Ela acaba deixando o debate público obscurecido. A gente tem que discutir racionalmente as questões, por isso a alternativa à polarização é importante. A gente vai arrebentar essa polarização para mostrar que a eleição não é desses dois apenas. Tem alternativas e com um debate racional. Eu não entendo, por exemplo, que o meu sucesso dependa do fracasso do meu vizinho. Não entendo que eu tenha que tratar as pessoas que pensam diferente de mim como inimigo, que essas são as propostas da polarização. Temos que fazer alguma coisa diferente”, declarou.

Sabotagem no ministério da Economia
“Em relação ao PT, eu fazia um trabalho como juiz. Teve grandes escândalos de corrupção. Teve o petrolão e a lava-jato colocou um basta nisso. A Petrobras ia quebrar. Eu não tenho nada pessoal contra o ex-presidente Lula, mas isso aconteceu durante o governo dele. Quando eu fui para o governo do presidente Bolsonaro foi depois das eleições. Eu nem conhecia o Bolsonaro. Quando eu proferi a sentença do Lula foi em 2017. Nem tinha eleição naquele ano. Eu fui para o governo, pois tinha um projeto de governo contra o avanço da corrupção, A gente conseguiu em parte isso. Depois eu tive que sair. A história está toda contada. Eu não tive apoio e sofri sabotagem do presidente Bolsonaro no combate à corrupção. Isso demonstra que atuei com meus princípios e não com base numa ambição de ser ministro, senão eu estava lá até hoje”.

Medo da volta do combate à corrupção
"Essa CPI é medo de que volte o combate à corrupção no país. É um ataque a minha pré-candidatura.O Centrão tem medo, o PT tem medo. A nossa proposta, diferentemente de Lula ou Bolsonaro, envolve a retomada do combate à corrupção. A gente vai voltar a combater a corrupção, pois isso é importante para o país".

Judiciário não funciona
"A gente precisa ter um judiciário que funcione. Isso é fundamental. Eu tenho grande respeito pelos juízes, mas o nosso judiciário não funciona bem. Hoje praticamente o judiciário não condena ninguém por corrupção. Existe corrupção no Brasil, houve uma diminuição com a Lava-Jato, mas com todos esses ataques, a coisa está voltando forte e poderosa. Precisamos de um judiciário que se contrapõe a isso".

Fonte: Redação / TV Cidade Verde

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