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Estados decidem comprar vacinas direto dos fabricantes depois da quebra de cronograma

Wellington Dias diz que "quebra no cronograma de vacinação causa decepção e insegurança"

Governador do Piauí, Wellington Dias (PT)

Governador do Piauí, Wellington Dias (PT) Foto: CCom

Os governadores perderam a paciência com o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, e decidiram não mais esperar pelas vacinas compradas pelo Ministério, depois da quebra de compromisso e as mudanças no cronograma de envio das doses para cada unidade da Federação. O Estados avaliam a possibilidade de comprar vacinas direto dos fabricantes, sem esperar pelo Ministério da Saúde.

O Fórum dos Governadores do Brasil, em ofícios enviados ao Instituto Butantan e a Fiocruz cobraram detalhes do cronograma sobre o recebimento de insumos para a produção das vacinas – o IFA – e sobre a entrega das doses produzidas pelos dois institutos - ou compradas no exterior.

“Com a Fiocruz uma notícia boa: os 2 milhões de doses da Serum previstas para quinta foram antecipadas para chegar ao Brasil na terça. Foi confirmado ainda a chegada de IFAs em dois lotes para dias 22/02 e 28/02 suficientes para garantir a entrega dos 12.900.000 previstos pela Fiocruz para março”, explica o governador.

Dias lamentou o descumprimento do cronograma de envio das vacinas para os estados pelo Ministério da Saúde.  “A quebra que tivemos no cronograma de vacinação causa uma decepção e uma insegurança também. Ainda ontem nós dialogamos pelo Fórum dos Governadores e, por vontade de uma ampla maioria, tomamos a decisão de buscar uma alternativa para compra de vacinas pelos estados. Acertamos com o ministro da Saúde de que essas vacinas que vamos comprar estarão dentro da regra do Plano Nacional da Imunização. O próprio ministro, como já havia dito na reunião, coloca que o ministério pode reembolsar os estados. Mas, independente disso, a nossa responsabilidade é de garantir vacina para que a gente possa imunizar mais cedo. A nossa meta é alcançar 25% da população até abril. É isso que vai reduzir hospitalização e óbitos”, previu o governador do Piauí, Wellington Dias, coordenador da temática Estratégia para Vacina contra Covid-19 do Fórum de Governadores.

“Com a quebra do cronograma que o ministro (Eduardo Pazuello, da Saúde) apresentou, agora estamos cobrando do ministro e do Butantan com a Sinovac e da Serum/Astrazeneca e a Fiocruz  o que permanece do cronograma e o que foi alterado. O lado bom é que temos um cronograma oficial para as providências necessárias e fazer acontecer. Antes estava pior pois nem isto tínhamos”, lembrou. “Inclusive contando com variadas vacinas, suficientes para garantir ao menos a primeira dose a aproximadamente 25% da população brasileira, correspondente à Fase I de imunização, contemplando cerca de 50.000.000 de pessoas”.

Os governadores reconhecem que o Instituto Butantan tem tido importante destaque no suprimento de vacinas com entregas ao Ministério da Saúde. “Para a responsabilidade que temos com a população brasileira, nós governadores precisamos ter o cronograma atualizado e detalhado para planejar vacinação em 5.600 municípios. Hoje estamos formalizando para o Butatan e Fiocruz, pelo Fórum dos Governadores, pedido de apresentação do cronograma atualizado, sem isto é impossível planejamento e sem planejamento é risco de mais mortes”, advertiu Wellington Dias.

Fonte: Fórum de Governadores

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