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Governador critica Bolsonaro por priorizar Copa América ao invés da compra de vacinas

Argentina e Colômbia desistiram de sediar o torneio, por conta da Covid-19 e pelos conflitos internos

Wellington Dias espera que a imunização em massa dos brasileiros até agosto deste ano

Wellington Dias espera que a imunização em massa dos brasileiros até agosto deste ano Foto: CCom

O presidente do Consórcio Nordeste, governador do Piauí Wellington Dias, criticou o governo federal pela agilidade como conseguiu trazer para o Brasil a Copa América, depois que Argentina e Colômbia desistiram de sediar o torneio por motivos diversos, entre eles o aumento dos casos e das mortes provocadas pela Covid-19.

“Muito facilmente o governo federal brasileiro disse sim para que possamos sediar a Copa América de Futebol. A pergunta que eu faço é: e as vacinas? É vacina que nos coloca em um patamar seguro, tanto para eventos esportivos, mas também a volta às aulas presenciais, que é uma prioridade, além do turismo e o comércio. Todos os setores. Todos nós queremos isso”, propôs o governador Wellington Dias em vídeo divulgado nesta segunda-feira nas redes sociais.

“Eu quero ver essa agilidade do Brasil, através de suas autoridades, juntas, independente das disputas políticas, atrás de mais vacina. Seja nos Estados Unidos, na Europa, na China, na Rússia, onde tiver vacina. Essa é a nossa grande prioridade", defendeu.


Argentina e Colômbia desistiram do torneio

A Argentina desistiu de sediar a Copa América por causa da piora da pandemia de Covid-19 no país. O ministro do Interior, Wado de Pedro, disse no domingo que organizar o torneio seria inviável, principalmente em Mendoza, Córdoba, Buenos Aires, Tucumán e Santa Fé. A Argentina tem mais de 76 mil mortes pela Covid-19.

Já a Colômbia abriu mão de sediar o torneio por causa dos protestos nas ruas do pais nas duas últimas semanas. A Colômbia registrou 88 mil mortes pela Covid-19.

Risco da 3ª onda estourar no Brasil com a Copa América

A realização da Copa América no Brasil pode ser a "gota d'água" para a terceira onda de casos e mortes por Covid-19 estourar no país. A avaliação é do médico Miguel Nicolelis, professor de Neurociência da Universidade de Duke, nos Estados Unidos. Em entrevista à BBC News Brasil, ele defendeu que alguma medida legal seja tomada para impedir a realização da competição aqui e, caso ela venha ocorrer mesmo assim, que a população boicote o evento.

Governos se posicionam sobre Copa América nos estados

Em meio a alta no número de casos de Covid-19, os Governos de Pernambuco, Rio Grande do Norte, Minas Gerais e Rio Grande do Sul vetaram a competição. Por outro lado, São Paulo, Bahia, Cuiabá e Amazonas se colocaram à disposição.

Na CPI da Covid, no Senado Federal, o senador Randolfe Rodrigues (REDE-AP) pediu a convocação do presidente da CBF, Rogério Caboclo, para explicar os protocolos da competição. Já na Câmara, dois deputados disseram que vão ingressar com ações na Justiça a fim de impedir que a competição seja realizada em solo brasileiro.

Ex-ministro da Saúde e atualmente deputado federal, Alexandre Padilha (PT-SP) afirmou que o Partido dos Trabalhadores (PT) entrará com pedido no Supremo Tribunal Federal (STF).

"Copa América no Brasil será o maior torneio mata-mata da história. Vou buscar, como deputado, todas as medidas, inclusive judiciais, para evitar esta tragédia!", reclamou Padilha em uma rede social.

Fonte: Redação/G1/Terra

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