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Chegada de Bolsonaro ao PL repercute no Piauí antes mesmo da confirmação da filiação

PT não esconde o constrangimento que a presença de Bolsonaro causaria ao governo

Deputado estadual Francisco Limma, presidente do Partido dos Trabalhadores no Piauí

Deputado estadual Francisco Limma, presidente do Partido dos Trabalhadores no Piauí Foto: Paulo Pincel

O Partido Liberal pode perder vários quadros ou romper alianças com outros partidos, caso se confirme a filiação do presidente Jair Bolsonaro, que o próprio anuncia que está 99% consolidada.

Parlamentares de oposição ao governo Bolsonaro já falam em deixar o partido. Nos estados, onde os liberais são aliados de opositores do Palácio do Planalto, como é o caso do Piauí, a chegada de Bolsonaro ao partido provocou polêmica antes mesmo de ser confirmada oficialmente pelo presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto.

O presidente do Partido dos Trabalhadores no Piauí, deputado estadual Francisco Limma, admite que será constrangedor para o governo a presença de Bolsonaro no PL, partido que faz parte da atual administração estadual - inclusive ocupando cargos de 1º escalão - e que compõe a base aliada de Wellington Dias na Assembleia Legislativa.


O deputado Coronel Carlos Augusto garantiu que a aliança com o governo do PT está mantida, o mesmo acontecendo com o apoio às candidatura de Lula (Presidente), Wellington Dias (senador) e Rafael Fonteles (governador).  



O PL ainda não se reuniu para discutir a filiação de Bolsonaro, mas já definiu que continua apoiando o governo Wellington Dias. Carlos Augusto mencionou um vídeo de Valdemar Costa Neto dando autonomia, "carta branca" ao PL nos estados para manter os acordos e alianças já firmados, caso Bolsonaro se filie ao partido.





Os diretórios estaduais tentam manter a autonomia e assim prosseguir com os acordos com outros partidos que detém o governo. A maior resistência à chegada de Bolsonaro ao PL está Nordeste, inclusive no Piauí, porém a definição do futuro político do grupo de oposição a Bolsonaro ficou para a próxima semana, quando vai haver uma reunião com o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto.

Os principais entraves estão no Piauí, Ceará e Alagoas, no Nordeste e no Amazonas e Pará, no Norte. Em São Paulo, o PL tem um acordo com o vice-governador (PSDB) Rodrigo Garcia, que é candidato ao governo em 2022. Na Assembleia Legislativa, o PL tem sete deputados, e a maioria costuma votar a favor dos projetos do governador João Doria, opositor de Bolsonaro e candidato nas prévias do PSDB.


O pré-candidato ao governo de Santa Catarina, o senador Jorginho Mello foi o um dos articuladores da filiação de Bolsonaro ao PL
Foto: Reprodução/Twitter

Fonte: Paulo Pincel

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